Liberada nova medicação para tratamento da obesidade no Brasil

Anvisa aprova a quarta medicação para tratamento da obesidade no Brasil.

Contrave (naltrexona 8 mg/bupropiona 90 mg) é agora uma opção de tratamento medicamentoso para controle de sobrepeso e obesidade no Brasil.

A bupropiona é aprovada como uma medicação para o tratamento da depressão e a cessação do tabagismo em conjunto com a terapia cognitivo comportamental. Seu mecanismo de ação se dá pela inibição da recaptação de norepinefrina e dopamina – neurotransmissores – que ativarão a via anorexígena (inibindo a fome).

A naltrexona é um antagonista opióide usado para ajudar no combate ao alcoolismo. Quando associada à bupropiona, otimiza o efeito da perda de peso.

O contrave é uma combinação de dose fixa de liberação prolongada contendo naltrexona e bupropiona, cujo objetivo é promover a saciedade e reduzir a ingestão calórica. Essa combinação determina um efeito duplo na perda de peso, contribuindo para reduzir a fome e auxiliando o paciente a seguir de forma mais efetiva as orientações nutricionais.

Com a dose diária total de 32 mg de naltrexona e 360 mg de bupropiona caso o paciente não alcance em 12 semanas pelo menos 5% de perda de peso desde o início da terapia a medicação deve ser descontinuada.

A combinação da bupropiona/naltrexona como adjuvante à dieta hipocalórica e aumento da atividade física é uma opção eficaz para o tratamento da obesidade.

Boas notícias.

Breve histórico sobre a obesidade

A palavra “obesidade” tem origem no latim obesitas, que significa gordo ou corpulento.

A história nos revela que a obesidade é a doença metabólica humana mais antiga registrada. O registro mais antigo da obesidade é o da estatueta de pedra conhecida como Vénus de Willlendorf. A imagem representada pela Vénus parece ter constituído um ideal de beleza por longo tempo, pois persiste nos períodos neolítico, pré-histórico e ainda em fases subsequentes.

Mais recentemente, há dados e documentos comprovando que modelos de beleza para escultores do Antigo Egito, da Babilónia e da Grécia eram mulheres obesas, admiradas pelos quadris, coxas e seios volumosos. Essa mulher simbolizava o ideal de fertilidade e reprodução da espécie.

Somente na Roma Antiga é que começaram a surgir preocupações com a obesidade, principalmente nas classes mais privilegiadas. Hipócrates (médico greco-romano) já chamava atenção para os perigos da obesidade, informando que existia um índice de mortalidade mais elevado em indivíduos gordos do que magros.

Os referenciais de obesidade e magreza mudaram com o tempo. Atualmente as sociedades possuem traços explícitos de uma cultura lipofóbica. Hoje se deseja um corpo absolutamente magro, sem adiposidade nenhuma.

Os novos padrões de beleza tornaram-se muito rigorosos a ponto de gerarem uma espécie de neurose coletiva contra o sobrepeso/obesidade, levando as pessoas a cometerem verdadeiras atrocidades em busca do corpo perfeito.

É hora de procurarmos o equilíbrio e buscar o mais importante nesse processo: a saúde.